segunda-feira, 11 de junho de 2012

Autobiografia define o espetáculo Trans - Forma



Autobiografia define o espetáculo Trans – Forma de Ailson Cruz, numa sacada interessante nos apresenta uma temática com muitas possibilidades. Nessa sociedade em que vivemos, extremamente patriarcal e por isso machista, onde “homem não Chora”, ele apresenta a dor dos homens e mulheres transexuais na busca pela realização do que sentem. A sociedade que aparentemente cede espaço físico para convivermos, mas, acaba negando espaço aos seres individuais com gostos e modos próprios e nega para o diferente suas próprias vidas.
Qualquer um que queira provar ser individual ou queira e pense diferente corre o risco de sofre discriminação e preconceito. Quando se trata de conhecer a outra pessoa, a situação e bem mais complicada. Na sociedade atual o sentimento mais cultivado e o medo, quando nascemos pra o mundo esta é a primeira lição, aprendemos a ter medo não só das pessoas ao nosso redor, mas também aprendemos a ter medo de nós mesmos.



O trabalho de Ailson Cruz vem de encontro ao “Status quo” social baseado numa “moral” que serve a determinados interesses sócio políticos, econômicos e, porque não, religiosos que visam, sobretudo a continuidade de um estado de produção de bens que garanta, custem o que custar, o desenvolvimento e manutenção do Capitalismo.
O espetáculo e o debate de quase uma hora tirou do isolamento, que traz duvida e desespero a um tema que não termos a coragem de falar, que é a dor de homens e mulheres que transformar o corpo, para encontra consigo mesma ou com o que pensa que são. Usados como objetos de prazer, de escárnio e descrédito por que são vistos como aberrações na maioria das vezes, os transexuais são coibidos a viver pacificamente com essa situação.
Ailson colocou que o espetáculo ainda esta em processo de construção e nele “encontrou uma forma de pensar e discutir a sua própria condição de personagem na sociedade, que é um palco onde todos representam a sua própria existência” argumentou ele,  o que me lembrou Augusto Boal (1991) “O ser torna-se humano quando descobre o teatro.”
Parabéns e esperamos esta na platéia novamente quando o espetáculo estive pronto.


Um comentário:

  1. Muito bom Dudu, parabéns pela iniciativa! Quero muito ver o trabalho!!!

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