segunda-feira, 29 de julho de 2019

A Casa de Cultura Popular é Resistência


A Casa de Cultura popular de Caicó devolveu a comunidade do Seridó, a cultura popular que “é o resultado de uma interação contínua entre pessoas de determinada região e recobre um complexo de padrões de comportamento e crenças de um povo. Nasce da adaptação do ser humano ao ambiente onde vive e abrange inúmeras áreas de conhecimento: crençasartesmorallinguagemideiashábios, tradições, usos e costumesartesanatosfolclore, etc”.

Resgatou o que “diferencia e classifica um povo, ...o que dá o tom e a cor a uma dada sociedade e abrange um modo de vida. Uma opinião amplamente sustentada é a de que a cultura popular tende a ser superficial. Os itens culturais que requerem grande experiência, treino ou reflexão para serem apreciados, dificilmente se tornam itens da cultura popular”.


A casa mostrou depois de quatro anos que “ao contrário da 'cultura de elite', a cultura popular surge das tradições e costumes e é transmitida de geração para geração, principalmente, de forma oral. O conteúdo da cultura popular é determinado em grande parte pelas indústrias que disseminam o material cultural, como por exemplo as indústrias do cinema, televisão e editoras, bem como os meios de comunicação. No entanto, a cultura popular não pode ser descrita como o produto conjunto dessas indústrias; pelo contrário, é o resultado destas”.

Nos festejos da festa de nossa venerável padroeira a casa reuniu “o mais importante na arte popular, ou cultura popular”, ou seja, o que “não é o objeto produzido, mas sim o artista, o povo, a periferia, isso faz com que a arte popular seja contemporânea ao seu tempo e lugar”.[carece de fontes]

“As obras de artes, as performances, a música e a poesia produzidas na casa de cultura e por artistas da nossa região constituíram um tipo de linguagem por meio das quais os nossos povos expressam suas lutas pela sobrevivência. Cada objeto, cordel, escultura, utensílio, gesto, música, livro e o mais simples objeto feito de material reciclável é um momento de vida. “Ele manifesta o testemunho de algum acontecimento, a denúncia de alguma injustiça”.

Toda a produção da casa de cultura apresentada este ano nos revela que a cultura popular ...”é ao mesmo tempo conservadora e inovadora, ligada a tradição, mas com os novos elementos que surgem com o tempo. A inspiração da cultura popular vem dos acontecimentos corriqueiros. Diferente da cultura erudita, que é aquela ensinada nas escolas, e que às vezes é vista como um “produto” e faz parte de uma elite”.

“Ao ver a cultura como algo amplo, sem ser um produto, chega-se a conclusão que toda cultura é por definição popular. Não existe cultura pertencente a um único grupo social, toda cultura é baseada em fatos históricos sociais que implicam na formação cultural e na aceitação de valores e costumes”.

Parabéns aos agentes de cultura popular por ter acolhido toda diversidade cultural e ter da casa uma festa de celebração da arte.

quinta-feira, 18 de julho de 2019


História, arte e cultura no mesmo lugar. Pensamento, literatura, poesia, criatividade, estética, resultados de oficinas, movimentos, gestual e diversidade. A casa de cultura pulsa, corre nas veias dos seus cômodos a expressão do Seridó e explode na alegria do seu quintal que festeja Senhora Sant´Ana.


Momento de renovação e acolhimento da cultura popular e valorização das expressões artísticas da Região do Seridó

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Quando a arte não é só um evento


A trajetória da produção cinematográfica de Florânia e Festival de Cinema tonou-se naturalmente um movimento cultural que envolver toda cidade. Se olharmos para a história e a produção local vamos perceber o quanto os produtores culturais de Florânia cresceram, e com eles a cena cultural da cidade. Agora, fortalece a cada ano com o festival de cinema que traz os novos olhares para um cinema feito em casa contemporâneo e com a capacidade criativa do seu povo.
Com o Festival de Cinema, Florânia celebra os talentos da cinematografia do seus talentosos filhos e filhas, na praça publicar onde toda cidade pode se ver na tela.
Sem tapete vermelho o movimento principal acontece por traz da igreja matriz onde está a tela que vai exibir todos os filmes. Por ali passam os artistas, cineastas, convidados e todo o público que vai ao evento.

sábado, 6 de outubro de 2018

Que todas a luzes se acendão para Zezo


Neste momento palavras perdem o sentido diante da violência que tirou a vida e da saudade que iremos sentir, da ausência de toda contribuição artística que ainda poderia nos oferecer.
Zero era um artista encantado e um ser humano fascinante. Nosso respeito e nossa homenagem. Que sua estrela brilhe no céu.


terça-feira, 11 de setembro de 2018

O que a câmara de Vereadores de Caicó fará pela cultura?

Foto: Correio do Seridó

A classe a artística de Caicó que tanto lutou por uma lei de incentivo à cultura municipal, espera que a câmara dos vereadores inclua no orçamento municipal recurso para que a lei possa ser efetivada. Esse é um momento que não sou a cultura mais todas as políticas públicas devem ser respeitadas e garantidas e esperamos realmente que esses senhores e senhoras tenha a capacidade de garanti-las.

terça-feira, 22 de maio de 2018

A importância do Serviço de Inspeção Municipal.

Ilustrativa Net

A regulamentação e controle, registro, certifica e monitora toda a cadeia alimentar, desde a sanidade do rebanho até a higiene da industrialização, certificando com selo de garantia os bons produtos que chegam à mesa dos consumidores caicoense, objetivando transformar a produção artesanal de queijo, da carne e outros produtos em uma atividade regulamentada dentro dos moldes preconizados pela saúde pública, tornando-a mais lucrativa e contribuindo para fixação do homem no meio rural para qualquer legislador deveria ser prioridade. Não aprovação do SIM é deixa em risco a saúde pública do nosso município pela situação precária do mercado público e o matador do nosso município. Além disso é deixar os produtores municipais e seus produtos em desvantagem com os que passam por inspeção e tem o selo.
Já faz tanto tempo que essa discussão está posta que escutar as argumentações preliminares dos vereadores para justificar a não aprovação, só demostra a lacuna e a distância que existe entre o poder legislativo e a realidade e as necessidades do município de Caicó. Manter a nossa cidade sem um Serviço de Inspeção Municipal é dar carta branca para administração manter os serviços como estão.
O Serviço de Inspeção Municipal (SIM) tem por objetivo inspecionar, o processamento e a comercialização de produtos lácteos (como o leite, queijo, doces, manteiga, iogurte e bebida láctea) e produtos derivados da carne. Pode também inspecionar produtos de origem vegetal. Por isso todas as pessoas que produzem ou comercializam produtos acima citados, serão obrigados a cumprir determinados padrões de qualidade, e os alimentos de origem animal e vegetal e seus derivados deverão ter o carimbo de inspeção, seja Municipal, Estadual ou Federal, garantindo a sua qualidade.
Com o SIM (Serviço de Inspeção Municipal) o consumidor de nossa cidade, poderá contar com produtos inspecionados com um selo de qualidade, lembrado que em nossa cidade não existe atualmente nenhum controle sobre estes alimentos animal/vegetal. E é de suma importância tal serviço para a população, ou seja, já deveria ter sido criado este serviço.
A importância da inspeção desses produtos para a saúde da população se deve ao controle na higiene e nas possíveis doenças que possam ser transmitidas ao homem, como brucelose, tuberculose, doenças gastrointestinais entre outras.
O comércio do leite cru (in natura) é proibido desde 1969, pelo Decreto lei 923 de 10/10/1969.
O que não foi considerado pelos vereadores que votaram contra é que o serviço de inspeção municipal não atua como órgão de fiscalização, e sim na orientação e assessoramento técnico ao produtor para que esse se adeque as legislações sanitárias, e as exigências do mercado consumidor, melhorando assim a qualidade de seu produto e conseguindo se inserir no comércio de forma legal.




sábado, 14 de abril de 2018

Dez anos da paixão de Cristo em Santana do Matos.



Dez anos se passaram desde a primeira edição da Paixão de Cristo da Paroquia de Sant’Ana, da Cidade de Santana do Matos. Do lançado em 2009 com a intenção de ser uma ação evangelizadora realizada pela juventude ate hoje, tonou-se um espetáculo que vem fomentando o teatro na cidade. De lá para cá, o espetáculo ganhou mais abrangência e ao longo de dez edições foi reunindo as ferramentas e conhecimentos necessários para a formação e crescimento do Grupo de Artes Pe. Josino. Nessa sexta feira (13), o grupo realizou mais uma apresentação da Paixão de Cristo como celebração e como testemunho desses 10 anos de caminhada.

O protagonismo dessa decima edição é do próprio grupo que produziu o espetáculo totalmente independente.

Quero agradecer honroso convite e as referências feitas sobre o meu trabalho nas direções de duas edições da Paixão de Cristo. Desejo ao grupo uma caminhada de sucesso e que venha mais produção para promover o teatro e cultura de Santana do Matos.