quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Diz a lenda



Você acredita ou não?
Cresci escutado a seguinte história:
A cidade de Caicó poderá se acabar de duas maneiras. A primeira seria uma grande enchente na qual o altar-mor da Catedral de Santana ficaria submerso e uma serpente que morra no posso se transformaria em baleia que faria sua cama dentro das ruínas da igreja, passando a devora todos que passarem sobre as águas que encobriu a cidade. 



A segunda é que se posso secar a serpente invadira a cidade devorando qualquer ser vivente deixando a cidade deserta. 


Pois bem, mais alguns dias sem chuva e será possível vê a ponta do rabo da serpente pois o nosso posso de Sant’ana que nunca seca esta baixando sua lamina d'agua rapidamente.
Quer Sant'ana nos proteja da serpente da seca, mandado chuva para esse sertão de homens e mulheres sonhadores e de fé em Deus, criador de todas as coisas, das serpentes e dos ventos que trazem a chuva.


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

MST: DILMA TÃO RUIM QUANTO COLLOR

Postado por O Santo Ofício | janeiro 7, 2013

Por Pierre Lucena
O texto divulgado ontem pelo MST, baseado em pesquisas sobre Reforma Agrária, deixaram petistas em polvorosa.
Mas contra números não há muito o que fazer.
Baseado em dados do Diário Oficial da União e da Câmara dos Deputados, o MST diz que o Governo Dilma se equipara ao Governo Collor, quando o assunto é desapropriação para fins de reforma agrária.
Ou seja, não existe.
Outro dado ainda mais interessante, para que alguns mitos sejam desfeitos: o Governo FHC desapropriou mais do que o Governo do PT nos dez anos.

E muito mais.
Para termos uma ideia, quando comparado os 8 anos de FHC com Lula, durante o Governo tucano a desapropriação foi 78,4% maior do que o petista.
Foram 3.532 unidades no Governo FHC e 1.990 no Governo Lula.
A diferença básica é que em um governo o Movimento gritava muito, no outro…

domingo, 6 de janeiro de 2013

Emanuel Bonequeiro a revelação de 2012 em Caicó



Caro amigo, Emanuel.
Um forte abraço.

Tenho tão grande prazer de dizer a todos aqui, seus familiares, os velhos amigos, antigos, colegas, autoridades, gente do teatro, gente das Letras. A todos. Uma homenagem parece ser um instante fora do quotidiano para avaliarmos um pouco, uma parte da vida de alguém, uma fatia dessa vida que teve imenso significado e grande valia para tantos, são esses tantos os que, no ano de 2012 inevitavelmente em suas próprias vidas, no seu oficio de representar, dão de reconhecer o homenageado, o artista revelação do ano de 2012 em Caicó.
Emanuel Bonequeiro, olhar aí nascido, forçosamente horizontal, um destaque entre tantos outros. Mas uma porção, uma leiva, um fragmento da vida de alguém com luz própria e às vezes uma luz tão intensa, refulgente, que nos faz parar um momento e ficar olhando para esse representasse e vendo como é, sendo doutro, nos influenciou, nos marcou, e em grande parte contribuiu significativamente para sermos o que somos, uma Trupe de teatro versátil, e para cima, onde só encontramos, superiores a nós, esse aspecto deslumbrante de alguém e que nos assombra pelo talento próprio que tivemos a oportunidades de descobrir juntos.
Quando o destacamos, nós o homenageamos. Quando reverenciamos essa parcela de alguém, estamos salientando o quanto foi notado, o quanto de melhor de sir mesmo podemos perceber e aplaudir.
Melhor assim: saber o que de si foi notado, foi testemunhado e o fez existir no sentido cogitado, convidado, e até cobiçado por outros grupos. Mas és livre e podes voar para onde quiseres. Ao nosso convívio, à nossa casa de cultura e de trabalho, que sempre foi também a casa em que ele exerceu seus ofícios, e de onde seu espírito de bonequeiro foi fortalecido ao nosso lado. É um momento para dizer-lhe de seu prestígio e de nossa consideração.
Emanuel pela caminhada largamente com a Trupe de Teatro Balaio das Artes, mundo da imaginação, vertendo o que concebeu em palavras que organizou para a expressão com Benedito seu boneco e companheiro, e nos mostrou, com seu modo muito peculiar, até onde a febril força criativa que o anima permitiu levá-lo.
Tornou-se conhecido de muitos pela sua verve artística, lançando ao papel mache, como artesão, os sortilégios sedutores compartilhado com o mestre Magão. Fazendo do material disponivel o que melhor pode fazer. Depois deu vida a seu Benedito e nos fez caminhar com ele por seu mundo, esse seu mundo onde habitam seres humanos com características vivenciais aparentemente únicas, mas que, logo a seguir e em metáfora, vemos representarem a humanidade. O mundo de seu Benidito, com uma beleza regional de nossa cultura através da poesia popular do cordel e das musicas de nossa gente.
Emanuel, embora não perceba é um homem de fronteira com o pé no universo, e que volta à fronteira para montar, fragmento após fragmento, a totalidade que o comove, e este universo é uma terra só, feita de caatinga, lendas, historias de cangaço, de carnavais, festas religiosas e personagens cheios de irreverências, onde todos estamos e compomos.
Emanuel Bonequeiro compõe Benedito como um compositor conduz lentamente a letra musical, é meticuloso e é estudioso, para não permitir que a loucura da imaginação o retire completamente da concretude do mundo, ainda que tenha menos compromisso com essa concretude do que com a arte.


Companheiro que mim perdoem todos os outros que foram apontados como revelação em 2012, esse titulo é seu por todo que você produziu e revelou para nós todos.
Um Grande abraço de todos que fazem a Trupe de Eeatro Balaio das Artes.

Juju a frente do seu tempo

O folclore está em toda parte, na literatura oral, na chamada arte popular, nas cantigas e folguedos tradicionais, e até em algumas figuras regionais, cuja singularidade de seus hábitos e costumes o povo tornou imanentes à respectiva cultura popular, inclusive, não raro, os próprios apelidos dessas figuras. Juju é um dessas figuras tão marcantes que não sai da memoria de quem alguma vez na vida encontrou com ele na feira livre. Juju foi um dos artistas de rua mais completo sem a pretensão de ser artista. Na minha memorias de infância na Rua Olegario Vale, convivia com essa figura fascinante, varias vezes mãe dava o almoço pra ele, e ele nos presenteava com brinquedos que ele catava nas ruas. Lembro que meu primeiro carro de lata foi ele quem mim deu, faltava as duas rodas da frente que ele garantiu que ia arranja.
Era um espetaculo aquile homem colorido cheio de chicotes, correntes, arreiosbijus e penduricalhos empurrando uma carroça cheia de todo que era seu. Os sons das buzinas e cornetas anunciava sua entrada triunfal na feira, transformava o ambiente, crianças que tinham medo por acreditar no mito que ele carregava crianças, fugiam desesperadas por entre as bancas de feira, as que não tinham medo tentavam roubar objectos da sua carroça. Juju viaja do dramático a comedia com uma naturalidade que garantia a audiência de toda feira. Ele podia fazer um discurso longo reclamando dos moleques que tentavam roubar seus objectos atribuindo a responsabilidade aos pais que botava os filhos no mundo e não educava, mais no mesmo estante podia começar a canta uma musica e tira um objecto e ofertar a alguém que ele tivesse simpatia.
Sua carroça de quase dois metros era seu palco e também sua casa, era magnífico ver aquele cavaleiro andante descendo a rua, aproveitando a inclinação da mesma para pegar a Benguela ao som do toque de suas buzinas e cornetas e o alarido de suas canções meio incompreensíveis devido sua voz já cansada pela idade avançada.
Saudades desse tempo que o nosso maior medo era encontra com palhaço tão a frente do seu tempo, simplesmente encantador, fantástico, facinante e acima de tudo POÉTICO.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Políticas atuais podem frear redução da mortalidade infantil



Ritmo mais forte de redução da mortalidade infantil depende de políticas públicas mais abrangentes


Uma nova estratégia de políticas públicas como foco na melhoria das variáveis socioneconômicas - educação, renda e saneamento - pode ajudar de maneira mais eficaz na redução da mortalidade infantil. A constatação é de um estudo desenvolvido pela mestre em economia pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP e pesquisadora do Núcleo de Economia Regional e Urbana da USP (Nereus), Ana Maria Bonomi Barufi. O estudo foi realizado sob a orientação do professor Eduardo Amaral Haddad (FEA-USP) e co-orientação do Professor Antonio Paez (McMaster University, Canadá).


Para Ana Maria, as atuais políticas que investem em infraestrutura de saúde ajudaram a reduzir os índices de mortalidade de crianças nas últimas décadas. Contudo, seus efeitos tendem a ser menos significativos agora. "Um investimento na promoção de melhores condições socioeconômicas reduziria com mais força os indicadores, além de possuir outros efeitos positivos, tais como o aumento da qualidade de vida pelos maiores níveis de educação e renda", argumenta a economista.
Segundo ela, investimentos públicos mais abrangentes, visando melhorar os indicadores sociais, possuem um alcance muito mais amplo e diversos impactos positivos na melhora da qualidade de vida das populações em questão. "Políticas mais abrangentes constituem a forma mais rápida para a redução dos indicadores de mortalidade e pobreza e para o aumento da qualidade de vida e de índices de desenvolvimento econômico", constata.
Para a Ana, a mortalidade infantil pode ser considerada como uma medida de desenvolvimento, já que se relaciona com a possibilidade de as pessoas terem maior liberdade de escolha na vida, assim como propõem o economista e vencedor do Prêmio Nobel de Economia Amartya Sen.
O estudo comparou dados dos Censos de 1980, 1991 e 2000 do IBGE, utilizando também informações do DataSUS (Ministério da Saúde) e variáveis compiladas pelo Ipeadata.
Apesar das fortes reduções observadas nas últimas décadas, o estudo verificou que a mortalidade infantil continua sendo um problema crônico de certas regiões do País. A pesquisa comprovou a intensa desigualdade regional: as regiões Norte e Nordeste apresentam índices crônicos de mortalidade de crianças e as regiões Sul e Sudeste têm baixos índices.
De acordo com Ana, políticas públicas que busquem melhorar o acesso das famílias aos serviços públicos de saneamento e educação, visando reduzir a pobreza e a desigualdade, poderão ser mais eficazes no combate desse problema.
"Atualmente, é muito difícil reduzir efetivamente a mortalidade infantil de uma região sem investimento em áreas sociais básicas, que fomentem o desenvolvimento social e econômico da região", conclui.


Variáveis e Metodologia
A proximidade de um município com outro que possua infraestrutura básica, como hospitais, por exemplo, influencia nos índices observados de mortalidade infantil. "Notamos que algumas cidades são desprovidas de aparelhos de saúde básicos e possuem, ao mesmo tempo, baixos índices de mortalidade em crianças. Isso acontece devido à proximidade com outros municípios, que possuem essa assistência médica", diz. "Em estudos regionais, como este, é necessário analisar as áreas vizinhas e suas influências positivas e negativas, considerar o espaço de maneira explícita". 
Além da infraestrutura de saúde, a pesquisa de Ana Barufi também considerou indicadores econômicos, com saneamento, analfabetismo feminino, renda, desigualdade e urbanização, para traçar os panoramas da mortalidade infantil no Brasil. 

A pesquisa analisou Áreas Mínimas Comparáveis (AMCs), ao invés de municípios, o que assegura que se analise a mesma área, desconsiderando as oscilações de tamanho que um município pode ter tido ao longo dos anos. O método utilizado foi o do filtro espacial, que permitiu considerar no modelo de maneira explícita a dependência espacial encontrada.

Fonte: http://filosofiacienciaevida.uol.com.br/ESFI/Edicoes/0/politicas-atuais-podem-frear-reducao-da-mortalidade-infantil-208672-1.asp
 
 
 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Jamelão completaria 100 anos em 2013.



Jamelão será enredo da Estação Primeira da Mangueira em 2013
Eleito a maior personalidade dos 80 anos de desfiles, Jamelão será enredo da Mangueira no desfile de 2013, ano que o cantor completaria 100 anos. Essa é a intenção da atual diretoria, que vai tentar a reeleição este ano. Mas, mesmo que haja mudanças no comando da escola, Jamelão é pule de dez para virar enredo - não custa lembrar que, em vida, o intérprete sempre rejeitou essa possibilidade. Mas, no ano de seu centenário, as homenagens serão muitas: Jamelão Netto está à frente de um super projeto para festejar a memória do avô. Merece. Afinal, ele é o maior!



A Voz do Morro
Jamelão
 
Eu sou o samba
A voz do morro
Sou eu mesmo sim senhor
Quero mostrar ao mundo
Que tenho valor
Eu sou o rei do terreiro
Eu sou o samba
Sou natural
Daqui do Rio de Janeiro
Sou eu quem levo a alegria
Para milhões
De corações brasileiros
Salve o samba
Queremos samba
Quem está pedindo
É a voz do povo de um país
Mas o samba
Vamos cantando
Essa melodia
De um Brasil feliz


100 Anos de Vinícius de Morais

Em 2013, Vinícius de Moraes, o Poetinha, completaria 100 anos de idade. Vinícius de Moraes soube em sua arte, captar e transmitir o que de mais belo a vida lhe proporcionou, que foi captar a sensibilidade da vida do ser humano, principalmente, o amor. A obra de Vinícius é tão extensa e rica e de uma contribuição inquestionável para cultura do Pais.


 O Poetinha Nasceu em1913 no momento em que caia um forte temporal, na madrugada de 19 de outubro, no antigo nº 114 (casa já demolida) da rua Lopes Quintas, na Gávea, ao lado da chácara de seu avô materno, Antônio Burlamaqui dos Santos Cruz. São seus pais d. Lydia Cruz de Moraes e Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, este, sobrinho do poeta, cronista e folclorista Mello Moraes Filho e neto do historiador Alexandre José de Mello Moraes.

Cartão De Visita

Vinicius de Moraes

Quem quiser morar em mim
Tem que morar no que o meu samba diz
Tem que nada ter de seu
Mas tem que ser o rei do seu país
Tem que ser uma vidinha folgada
Mas senhor do seu nariz
Tem que ser um "não faz nada"
Mas saber fazer alguém feliz
Tem que viver devagarinho
Pra poder ver a vida passar
Tem que ter um pouco de carinho para dar
Precisa, enfim, saber gastar e ao receber uma esmolinha
Dar de troco o céu e o mar
Tem que ser um louco
Mas um louco para amar
Vai ter que ter tudo isso
Tudo isso pra contar
Tem que bater muita calçadas
Só cantando o que o povo pedir
E só vendo a moçada praticando pra faquir
Precisa, enfim, filosofar
Que ser alguém é não ser nada
E não ser nada é ser alguém
Tem que bater samba
E bater samba muito bem
Vai ter que ter tudo isso
Tudo isso e o céu também